Psicanálise & Literatura: A-gostos femininos

30 setembro, 2025

Uma leitura psicanalítica da obra de Gabriel Garcia Márquez, "Em agosto nos vemos". Texto publicado no Boletim do Clin-a.

https://www.clin-a.com.br/wp-content/uploads/2025/06/Boletim-009.pdf


 

O tempo e o singular: novos desafios

19 abril, 2025

Texto publicado no Boletim Conect-a, do Clin-a. Por Carolline Rangel e Natália Cassim

https://www.clin-a.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Boletim-008.pdf

 

A relação com a mãe e as dificuldades nas parcerias amorosas

5 fevereiro, 2025

Algumas dificuldades com a mãe, para algumas mulheres, serão atualizadas nas dificuldades nas parcerias amorosas. Como se dá essa relação? Por que tais aspectos são ligados? Percorrer os estudos sobre a feminilidade e o feminino de Freud a Lacan nos esclarece sobre o campo das devastações. O seguinte artigo foi publicado no Conect-a, Boletim do Clin-a, e trata sobre esses pontos: a devastação na atualidade.

A devastação no contemporâneo - Boletim Conect-a Clin-a

 

O que querem as mulheres hoje?

28 janeiro, 2025



A questão que ficou em aberto para Freud vai além da pressa de resposta: afirma o esforço para pensá-la dentro dos impasses de nossa época. Respeito, direitos, voz.

São muitos os nomes do desejo feminino por um lugar no mundo que articule o sujeito mulher a uma representação de respeito e dignidade.
Se as mulheres precisam ser lidas uma a uma; também em cada uma habitam muitas mulheres.
O social tem papel fundamental na constituição do eu. Entretanto, para uma menina, acontecem processos durante o desenvolvimento que situam a menina no mundo de forma diferente do menino. Não são fatos em si, mas as representações imaginárias e simbólicas que derivam dessa diferença e acarretarão em representações distintas.

A menina precisará fazer bordas diante da ausência de um significante sobre o que é ser uma mulher, embora tente descobrir isso na mãe e em outras mulheres. Das máscaras fálicas necessárias às quais uma mulher faz uso, o risco é que esse fechamento seja maciço demais. Não se trata, afinal, de corresponder a uma versão feminina de um homem. Essa complementariedade não existe e não faria equivalência. É preciso, assim, lutar pela independência, mas duvidar um pouco da self-made woman, "completa", que prescinde do outro, da própria falta e se fecha: há uma sutileza deixar uma fresta. Fazer um uso das máscaras e semblantes para se situar nas questões atuais, mas sem prescindir da abertura e do endereçamento ao outro a partir de uma falta. O campo do amor nasce aí: nessa falta que se abre.


Como é possível a uma mulher manter uma relação com essa outra posição, não-toda fálica, em meio a ataques, depreciações, exposições? Como manter a ligação com o feminino, esse ponto de acontecimento irrepresentável, “entre pura ausência e pura sensibilidade”, como se refere Lacan, mas sustentando sua posição corajosa e decidida no mundo atual? O contemporâneo traz esses novos desafios às mulheres, configurando uma posição impossível. Que desse impossível se possa produzir luta, sem deixar alguma poesia.